Finalmente o celular de Ana vibrou, havia chegado uma nova mensagem de Miguel e nela respondia que estava tudo bem com ele e que seu celular havia descarregado ontem à noite.
A garota ficou aliviada e caminhou até a cozinha sem desgrudar do aparelho.
- Bom dia minha boneca - sua mãe sorriu enquanto colocava um prato de panquecas na mesa - Larga este celular para comer, não é saudável.
- Bom dia mãe. Me desculpe é que um menino estava conversando comigo.
- Um menino? Ele é do seu colégio?
- Sim... mas... é só um amigo...
Após tomar o café da manhã se adiantou para fazer as unhas que há uma semana não cortava. O papo com o rapaz estava indo bem, ele até tirou foto do próprio cabelo para mostrar à Ana o quanto estava crescendo.
Enquanto isso Míriam também mudava o seu, tentou enrolar as pontas lisas para deixar com uma aparência mais delicada e experimentou a camisa nova que usaria esta noite. Era uma regata azul claro com coraçãozinhos vermelhos em toda parte.
Ela pegou seu celular para ligar à Ana mas a amiga não atendia, estava online o tempo todo e isso era confuso. Depois de mais uma tentativa finalmente pôde ouvir sua voz do outro lado da linha.
- Bom diaaa Aninha! Está tudo bem?
- Sim er... estou muito melhor hoje.
- Que bom, eu também, e muito anciosa para te ver novamente. Vou chegar aí às 19:00 pode ser?
- Tá... tanto faz.
- O que você está fazendo?
Míriam deitou sobre a cama enquanto esperava a realista da amiga.
- Amigaaa eu tenho uma novidade para te contar hoje! Quando você vier aqui eu direi.
- Ei! Não me deixe curiosa!
- Não se preocupe, é algo bom - Ana riu.
- Tudo bem então, nos veremos logo! Beijos!
- Beijos.
Ao desligar, Míriam excitou de alegria, não sabia o que a amiga tinha para lhe contar, mas também queria falar algo que era muito importante, que estava entalado na garganta.
Quebra de tempo
Ana estava vestida com um vestidinho rosa de alças de laço. Passou um leve perfume e foi até a sala para ver se a amiga já havia chegado. Seu pai assistia o jornal pela TV e a mãe cortava uma batata para fazer um delicioso purê.
- Ela ainda vai demorar minha filha? - perguntou a mãe notando a filha inquieta.
- Já está na hora, ela devia ter chegado.
Um minuto depois uma garota apareceu caminhando pela calçada do bairro seguindo em direção à porta da casa de Ana, bateu devagar e esperou abrir. Elas se abraçaram antes que pudessem dizer oi e se adiantaram a entrar para fechar a porta.
- Mãe, pai... esta é Míriam, minha nova amiga.
- Seja bem-vinda. - o homem respondeu da sala.
- Veio sozinha? - a mãe se aproximou preocupada.
- Sim... eu moro com minha avó mas nenhuma de nós duas sabemos dirigir um veículo.
- Cuidado, é perigoso sair assim nas ruas durante a noite.
Muito bom vou esperar a continuação
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