O jardim era grande e esbanjava das melhores flores já vistas, com arbustos não muito altos e um muro que impedia a entrada de pessoas não convidadas. Mistery se aproximou do poço que estava ao centro do local e esticou sua mão adentro para pegar algo. Rita estava confusa, inquieta e ainda se perguntava porque um fantasma decidira aparecer justo naquele dia para dar esta missão estranha.
- O que esta fazendo?
- Procurando esta chave...
Ele a mostrou sorrindo, embora não fosse possível ver aquele rosto abaixo do capuz. O objeto em suas mãos era dourado e cintilava muito com a luz do sol.
- Eu disse que precisaria encontrar sete chaves para abrir o baú, mas acabo por lhe ajudar na primeira, então seja paciente na busca e vá ate o final. Prometo que não se arrependerá de ir atrás do ouro, porque sabe que precisa dele para salvar o reino.
- Sim... Mas você não me disse por onde e quando eu começo. Me falou que um tal de Aider vai me ajudar com isto mas não faço a menor ideia de onde posso encontra-lo.
O homem suspirou irritado e entregou a chave para a princesa.
- Parece que você não presta muito atenção nas coisas, não sei como o rei pode querer alguém assim ao seu lado para governar. Eu lhe informei que deverá ir para a vila do norte e procurar o rapaz, agora preciso ir... tenho outras coisas para fazer.
- O que...
Rita se assustou ao vê-lo desaparecer como uma nuvem, olhava para os lados buscando algum rasto de seus passos, mas era impossível já que ele não andava e sequer pisava no chão. Retornou ao seu quarto para guardar a chave no armário e correu ao escritório de seu pai para avisar sobre o que lhe ocorreu.
O rei estava lendo cartas, inúmeras, escritas e enviadas de vários cantos da região com pedidos de pagamentos de dividas e declarações de impostos. Seus olhos cansados e ombros exaustos de tanto trabalho duro feito ultimamente, sua filha o observava com pena e não queria deixa-lo ansioso na promessa de que traria o baú de ouro porque temia em não conseguir cumprir.
- Está tudo bem minha filha?
- Sim pai... eu... só queria lhe avisar sobre uma viagem que farei amanhã.
- Uma viagem? Pra onde?
- Para... visitar uma amiga doente. Ela está beirando a morte... e... precisa muito da minha ajuda.
- Tudo bem então, mas não demore muito tempo para voltar, eu também preciso de você aqui.
- Sim pai... Mas, o senhor tem alguma novidade sobre o nosso fundo monetário?
- Não filha, nenhuma ainda...
Rita assentiu com a cabeça e saiu da sala o deixando em paz. Percebeu que as coisas estavam ficando muito difíceis a cada dia, não podia demorar mais para fazer algo e agora estava motivada de verdade a procurar aquelas chaves. Passou a noite toda organizando seus petrechos para levar nesta missão e procurando mapas que ajudariam a encontrar a vila do norte e caminhos mais fáceis de chegar ate lá.
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