Fuxico latiu à aproximação de pessoas fazendo com que as duas garotas se afastassem assustadas e preocupadas com os olhares de estranhos. Míriam viu um casal de adultos passar desejando que eles não tivessem visto nada, isso não importava muito desde que julgamentos não sejam ditos.
Ana abaixou a cabeça um pouco envergonhada, não imaginava que algum dia isso aconteceria em sua vida, que sentiria ser beijada por uma pessoa como ela... uma outra garota.
- Está tudo bem?
Míriam se aproximou novamente observando aquele rosto caído de bochechas vermelhas.
- S-sim... A gente não deveria...
- Por que não? Não estamos fazendo nada de errado. Não somos ladras, assassinas ou coisa do tipo, apenas nos beijamos.
- É que... se meus pais descobrirem...
- O que eles farão?
- Eu não sei...
Ana se levantou do banco pegando na coleira do cachorro para sair da praça, tentou se afastar o bastante mas Míriam lhe puxou pelo braço para impedi-la.
- Espere! Mesmo depois disso você ainda está tentando me evitar?
- Você está confundido amizade com outra coisa! Eu não deveria ter aceitado o que fez comigo.
- Eu não estava te segurando, você poderia ter fugido naquela hora!
Ana não sabia o que estava sentindo, se gostava daquilo ou tentava esquecer, o que na verdade era impossível porque além se der seu primeiro beijo ainda foi maravilhoso. Soltou seu braço da mão de Míriam e correu com seu animalzinho para fora da praça, o que deixou a amiga desapontada e mais pior do que esteve horas atrás.
Ao chegar em casa Ana tentou não contar nada ao seus pais, infelizmente não tinham capacidade para compreender... Ela passou aquele resto do dia com a cena em sua cabeça, até o momento em que foi deitar para dormir, tão confusa de querer aceitar que tenha gostado de uma coisa que nunca tinha sido sua motivação.
No dia seguinte não poderia faltar à aula, mas ficava imaginando como Carol havia sobrevivido hoje sem sua presença, já que Ana embora seja alguém que menos goste não teria outra pessoa para provocar naquela escola.
Meia hora antes do sinal tocar Míriam encarou Ana que passava pelo corredor entre as salas, seu coração estava um pouco apertado mas sua memória feliz por imaginar um desejo que se realizou por alguns instantes do dia passado.
Ana abaixou o olhar para continuar a seguir em frente e entrar na sala, mas pisou em alguma coisa no caminho e acabou tropeçando e caindo no chão.
Carol sorriu após retirar seu pé do local e fez os demais alunos ao seu redor rirem demasiado. Míriam não ficou parada ao ver cena, se aproximou de Ana para ajudar a levanta-la.
- Não pre-cisa...
- Você se machucou?
- Não... só... bati um pouco...
Míriam caminhou até Carol olhando em seus olhos de peste de urubu e bufou de ódio cerrando os punhos.
- Faz de novo faz. Você não sabe do que sou capaz...
- Não tenho medo de uma emo horrosa! Principalmente quando é lésbica apaixonada pela amiguinha sonsa.
Ana as observaram tensa, sabia que isso não ia acabar bem e que estavam sendo expostas ao ridículo. Daniley percebeu que Míriam estava chamado a amiga para uma briga e se aproximou de seu ouvido para sussurrar:
- Melhor não se atrever... pode acabar dando ruim para você Carol.
- Cala a boca, eu vou arregaçar essa idiota e não quero ninguém atrapalhando.
- Mas...
Míriam a puxou pela camisa com uma fúria nos olhos a ponto de querer lhe socar naquele momento.
- Nunca mais mecha com Ana! Você não é digna de atenção alguma.
- Não toque em mim! Você está pedindo para ser esmurrada!
Carol a empurrou até uma parede e se aproximou para dar um forte tapa em seu rosto, a outra lhe segurou pela mão e girou seu braço tentando paralisa-la. Ana tremia em um canto enquanto assistia a briga e a turma toda gritava por aquilo em voz alta:
- Briga! Briga! Briga! Briga!
Míriam lhe acertou com um chute na perna esquerda e deu um forte soco no cotovelo.
- Posso levar suspensão mas não te deixarei ilesa!
- Sua idiota! Vai se arrepender de ter me puxado a camisa!
Os gritos ecoavam pelo corredor até chegar no escritório da diretora. Ela estranhou o barulho e se levantou da cadeira para ver o que estava acontecendo.
Queria xingar aqui, mas tenho respeito pela escritora kkk então só vou deixar o meu k k k
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