29 julho 2020

La doña de la carta - sétimo capítulo

   Depois eu finalmente consegui escrever para María perguntando sobre como era seu rosto e seus cabelos.
   Quando finalmente a noite chegara, decidi passear pelos becos da cidade e ver meus amigos que há um bom tempo não tinha contato. Fernando estava sentado em um banco de madeira próximo a porta de sua casa. Ele bebia cerveja olhando para as ruas.

- Olá! Como está a vida? - me aproximo sorrindo.

- Muito boa! E a sua? - ele responde ao terminar de ingerir mais um gole.

- Não muito bem...

- Mas tem alguma novidade? Faz tempo que não nos vemos.

- Sim. Você tem razão! Mas nada de interessante ocorreu comigo. - minto ao lembrar das cartas de María.

- Que pena, pois eu tenho muito o que lhe contar! - ele dis empolgado.

- Sério? Me diga! - fico impressionado e me sento ao seu lado ouvindo atenciosamente.

   A noite ia passando e eu esquecendo as horas. Quando retornei para casa já estava tarde, mas me sentia bem melhor depois da longa conversa com meu amigo e do jantar preparado pela mãe dele.
   Tirei minha camisa e deitei-me na cama. Me cobri com o cobertor e olhei fixamente para a parede tentando imaginar nas inúmeras respostas que María daria.

   O carteiro agora me vê e solta uma leve risada, sabendo de minhas correspondências tão secretas com a moça que eu nem conhecia. Pego o novo envelope com um laço vermelho e passo o dinheiro para o rapaz.

- Logo logo você se apaixona! - ele ri ao pisar no pedal da bicicleta.

   Nego com a cabeça sorrindo, mesmo sabendo que isso poderia ser real. E porque de fato eu estava nutrindo algum sentimento pela garota misteriosa.

- Eu mal posso esperar para conhecê-la! - digo animado.

- Boa sorte! - ele acena para mim e se afasta.

- Obrigado! - aceno de volta entrando na casa e fechando a porta.

   Abro a carta ancioso e me sento no sofá.

    "Soy blanca de ojos castaños e cabello oscuro e ondulado. Sé que esto parece muy tenso, pero no puedo esperar más. Mi padre ya marcó mi casamiento para esta próxima semana. Estoy triste..."

   Meu coração se agita ao ler sua mensagem e olho ao redor sentindo uma pontada de desespero surgir.
   Tengo que ayudar.
   Me levanto do sofá agitado e olho para o calendário na parede ao lado. Procuro uma maneira mais fácil de poder viajar para a cidade dela. Pego meu então esquecido telefone, que há um bom tempo não utilizo e ligo para meu patrão.

  


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